domingo, 8 de agosto de 2010

Faz Tempo.


"Não é preciso apagar a luz 
Eu fecho os olhos e tudo vem 
Num caleidoscópio sem lógica 

Eu quase posso ouvir a tua voz 
Eu sinto a tua mão a me guiar 
Pela noite a caminho de casa 

Quem vai pagar as contas deste amor pagão 
Te dar a mão, me trazer à tona prá respirar 
Quem vai chamar meu nome 
Ou te escutar 

Me pedindo prá apagar a luz 
Amanheceu, é hora de dormir 
Nesse nosso relógio sem órbita 

Se tudo tem que terminar assim 
Que pelo menos seja até o fim 
Prá gente não ter nunca mais que terminar"


Caleidoscópio









Faz tempo que não pareço como sou.
Tenho andado vendo o mundo de forma nova.
A parte de mim que me conhecia, que fazia eu voltar pra casa parece não estar em mim. 
Me faz perder-me por ai, encontrar em rostos distantes amizades antigas e vagar por um mundo desconhecido. 
Faço da ausência de mim a minha companhia, e a cada passo tento encontrar-me na próxima esquina. 
Sua voz parece tão distante...
Quando me chama ao seu mundo, cada vez que me sinto perto de encontrar a parte minha que perdi.
E no meio de tanta gente eu não te encontro e me sinto perdida novamente. 
Faço da noite a minha companheira até achar-me dentro de mim.
Faz parte de mim ser assim. 
Nunca me comprometi com ninguém a não ser eu mesma. 

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