"Não é preciso apagar a luz
Eu fecho os olhos e tudo vem
Num caleidoscópio sem lógica
Eu quase posso ouvir a tua voz
Eu sinto a tua mão a me guiar
Pela noite a caminho de casa
Quem vai pagar as contas deste amor pagão
Te dar a mão, me trazer à tona prá respirar
Quem vai chamar meu nome
Ou te escutar
Me pedindo prá apagar a luz
Amanheceu, é hora de dormir
Nesse nosso relógio sem órbita
Se tudo tem que terminar assim
Que pelo menos seja até o fim
Prá gente não ter nunca mais que terminar"
Caleidoscópio
Faz tempo que não pareço como sou.
Tenho andado vendo o mundo de forma nova.
A parte de mim que me conhecia, que fazia eu voltar pra casa parece não estar em mim.
Me faz perder-me por ai, encontrar em rostos distantes amizades antigas e vagar por um mundo desconhecido.
Faço da ausência de mim a minha companhia, e a cada passo tento encontrar-me na próxima esquina.
Sua voz parece tão distante...
Quando me chama ao seu mundo, cada vez que me sinto perto de encontrar a parte minha que perdi.
E no meio de tanta gente eu não te encontro e me sinto perdida novamente.
Faço da noite a minha companheira até achar-me dentro de mim.
Faz parte de mim ser assim.
Nunca me comprometi com ninguém a não ser eu mesma.
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